No século XIII, quando Fernando III unifica as coroas
dos reinos de León e Castela começam a aparecer em Oviedo os judeus como comunidade
destacável. Nesse mesmo século situa-se a expansão e o desenvolvimento de
Oviedo, coincidindo com as peregrinações de Santiago de Compostela e o auge da romaria
de peregrinos para San Salvador de Oviedo, estação obrigada do Caminho de
Santiago.
A data exacta em que
os judeus chegaram a Astúrias não se conhece com exactidão. Baseando-se única e
exclusivamente na documentação encontrada até agora, em Astúrias aparecem
referências claras de meados do século XI no Concilio de Coyanza, celebrado na Diocese
de Oviedo no ano 1050.
No livro «História dos Judeus em Astúrias» nas Ordenanças de Oviedo de 1274 estabelece-se
um bairro específico onde deviam de morar os judeus, o bairro de Socastiello. Os
limites deste bairro iam desde a porta do Castelo até a porta nova de
Socastiello e da porta para fora se quisessem. O Castelo Real e o Alcácer ocupavam,
na Oviedo do século XIII, mais ou menos o lugar onde hoje se encontra o edifício
da companhia dos telefones, ao pé da Praça de Porlier, a porta do Castelo ficava
à esquerda e a porta nova de Socastiello estaria ao pé da antiga rua de San
Juan, ou no fim da rua de Cimadevilla, já que aparecem as duas como "Porta
nova" nos documentos dessas mesmas datas. Hoje, não há vestígios, até
agora, daquele antigo bairro judeu.
A Câmara municipal de Oviedo cedeu em 1999 o edifício conhecido como «La Casina»
de El Fontán à Comunidade Israelita Principado de Astúrias. Neste edifício estabelece-se
um Centro Cultural Judeu dedicado ao estudo, difusão e promoção da cultura judia
em todos os seus aspectos.