Sábado, 4 de Fevereiro de 2012
Oviedo é um importante centro de peregrinação própria, graças às relíquias ovetenses da Câmara Santa e as relíquias de El Salvador recuperadas e trazidas desde Jerusalém via Monsacro a pedido de Alfonso II. Por isso não é de estranhar que este lugar fosse a principal etapa dos peregrinos a caminho de Compostela, como recolhe uma antiga canção francesa que diz <: "Quem vai a Santiago e não ao Salvador, visita o criado e deixa o Senhor".
Astúrias inicia a sua vinculação ao Caminho de Santiago no século IX, quando o monarca Alfonso II O Casto (o primeiro peregrino conhecido de Santiago) inicia a peregrinação a um lugar chamado Iria Flavia (Padrón), donde excepcionais acontecimentos tinham revelado a localização de o que se tomou como o sepulcro do Apóstolo Santiago. Assim se inaugura a mais antiga rota de peregrinação a Santiago de Compostela, que põe em ligação a cidade de Oviedo com Compostela através das terras interiores das Astúrias ocidentais.
Posteriormente esta rota perde a preeminência em favor da que passava pela Meseta (hoje chamada o caminho francês), embora seria transitada com assiduidade entre os séculos XI-XIII e seguintes, período em que o culto a San Salvador de Oviedo actua como um poderoso íman que atrai numerosos peregrinos que desviando-se do Caminho francês em León, consideravam imprescindível venerar o Salvador antes do que seu discípulo Santiago.
Mas os caminhos de Astúrias são múltiplos e diversos, existindo a rota que atravessa Astúrias pelo litoral ou o caminho que desde Oviedo conecta com o da costa em Avilés.
Símbolo urbano sinalizando o caminho e parte do caminho empedrado
© Auditório Palácio de Congressos Príncipe Felipe